Moratória

Adie o pagamento das suas prestações!

Nesta fase de incerteza estamos consigo, porque só em conjunto e trabalhando em comunidade poderemos ultrapassar momento tão difícil.

Para minimizar o impacto da COVID-19, a pensar si e a pensar no seu negócio, informamos que, no âmbito do Decreto de Lei nº10 J-2020, de 26 de março, alterado pelo Decreto-Lei n.º 26/2020 de 16 de junho, pode solicitar que seja aplicada moratória ao seu contrato de crédito.

 

O que é a moratória legal?

A moratória é uma solução que permite adiar o pagamento das prestações dos seus créditos, suspendendo o pagamento de juros e capital, até 31 de março de 2021. O prazo de adesão a esta moratória termina a 30 de setembro de 2020.

As moratórias podem ser de capital e juros, sendo os juros capitalizados, ou apenas de capital. Nesta última modalidade, os Clientes mantêm o pagamento mensal dos juros do empréstimo.

 

Quem pode beneficiar do acesso à moratória legal?

   - Particulares

No contexto da pandemia COVID-19, é previsível que o rendimento mensal de muitas famílias seja afetado de forma temporária, sendo que a suspensão temporária do pagamento das prestações de contratos de crédito pode minimizar o impacto no dia a dia das famílias, durante este período difícil.

Assim, podem beneficiar da moratória as pessoas singulares que, à data de publicação do presente decreto-lei, cumpram com os seguintes requisitos:

  • Que se encontrem numa das situações específicas abaixo indicadas:
    • Situação de isolamento profilático ou de doença, conforme estabelecido no Decreto-Lei n.º 10 -A/2020, de 13 de março, na sua redação atual;
    • Prestação de assistência a filhos ou netos, conforme estabelecido no Decreto -Lei n.º 10 -A/2020, de 13 de março, na sua redação atual;
    • Redução do período normal de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho, em virtude de crise empresarial;
    • Situação de desemprego registado no Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P.;
    • Trabalhadores elegíveis para o apoio extraordinário à redução da atividade económica de trabalhador independente, nos termos do artigo 26.º do Decreto -Lei n.º 10 -A/2020, de 13 de março, na sua redação atual;
    • Trabalhadores de entidades cujo estabelecimento ou atividade tenha sido objeto de encerramento determinado durante o período de estado de emergência ou durante a situação de calamidade por imposição legal ou administrativa; ou
    • Quebra temporária de rendimentos de, pelo menos, 20 % do rendimento global do respetivo agregado familiar em consequência da pandemia da doença COVID -19.
  • Não estejam, a 18 de março de 2020, em mora ou incumprimento de prestações pecuniárias há mais de 90 dias junto das instituições, ou estando não cumpram o critério de materialidade previsto no Aviso do Banco de Portugal n.º 2/2019 e no Regulamento (UE) 2018/1845 do Banco Central Europeu, de 21 de novembro de 2018, e não se encontrem em situação de insolvência, ou suspensão ou cessão de pagamentos, ou naquela data estejam já em execução por qualquer uma das instituições;
  • Tenham a situação regularizada junto da Autoridade Tributária e Aduaneira e da Segurança Social.

 

   - Pessoas coletivas

Todas as empresas (exceto as do setor financeiro) classificadas como microempresas, pequenas ou médias empresas de acordo com a Recomendação 2003/361/CE da Comissão Europeia, de 6 de maio de 2003, instituições particulares de solidariedade social, associações sem fins lucrativos, entidades da economia social que tenham domicílio ou sede em Portugal, bem como os empresários em nome individual, que preencham cumulativamente as seguintes condições:

  • Não estejam, a 18 de março de 2020, em mora ou incumprimento de prestações pecuniárias há mais de 90 dias junto das instituições, ou estando não cumpram o critério de materialidade previsto no Aviso do Banco de Portugal n.º 2/2019 e no Regulamento (UE) 2018/1845 do Banco Central Europeu, de 21 de novembro de 2018, e não se encontrem em situação de insolvência, ou suspensão ou cessão de pagamentos, ou naquela data estejam já em execução por qualquer uma das instituições;
  • Tenham a situação regularizada junto da Autoridade Tributária e Aduaneira e da Segurança Social à data de 29 de fevereiro de 2020, não relevando até ao dia 30 de abril de 2020, para este efeito, as dívidas constituídas no mês de março de 2020.

 

Quais as alterações ao contrato de crédito se aderir à moratória?

Caso opte por suspender capital e juros, haverá capitalização de juros, ou seja, os juros não cobrados serão incluídos no capital em dívida. Isto quer dizer que o valor total em dívida subirá, e o valor da prestação a pagar mensalmente será recalculada.

Caso opte por suspender apenas capital irá manter o pagamento mensal dos juros do empréstimo.

As garantias reais e/ou pessoais associadas ao seu contrato de crédito acompanham a extensão do crédito.

 

Qual a duração da moratória?

A moratória vigora até 31 de março de 2021.
Caso não pretendam beneficiar da prorrogação dos seus efeitos após 30 de setembro de 2020, deve comunicar essa intenção à CEMAH até ao dia 20 de setembro de 2020. Na ausência da comunicação referida os efeitos da moratória são automaticamente prorrogados até 31 de março de 2021.

 

Como posso aderir?

Para aderir à moratória será necessário que faça chegar o seu pedido preferencialmente por email, para o endereço moratoriacovid@cemah.pt, ou presencialmente junto de um dos nossos balcões, anexando a declaração que encontra abaixo, devidamente preenchida e assinada, bem como os comprovativos de situação regularizada junto da Segurança Social e da Autoridade Tributária e Aduaneira. Estes dois últimos documentos podem ser obtidos diretamente por si juntos destas entidades, acessíveis online (Portal das Finanças em: Início > Os seus Serviços > Obter > Certidões > Efetuar Pedido > Certidão Dívida e Não Dívida. Portal da Segurança Social Direta em: Início > Conta Corrente > Situação Contributiva > Obter Declaração de Situação Contributiva).

A CEMAH irá analisar o seu pedido e, caso seja elegível, irá proceder à introdução da moratória no seu contrato de crédito num prazo máximo de 5 dias úteis, com efeitos à data da entrega da declaração. Caso não seja elegível a CEMAH irá informá-lo num prazo máximo de 3 dias úteis, com efeitos à data da entrega da declaração. A informação referida será efetuada em suporte duradouro, através do meio que foi utilizado pela entidade beneficiária para remeter a declaração.

Poderá solicitar o fim da moratória antes do termo do prazo acordado.

 

Para conhecer outras medidas de apoio à atividade empresarial clique aqui.

Anexos

Decreto-Lei n.º 10-J/2020, de 26 de março
(0,72 MB) a
Declaração moratória legal - Particulares
(0,24 MB) a
Declaração moratória legal - ENIs Pessoas coletivas
(0,33 MB) a