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4 de outubro de 2017

Inauguração de novo balcão na Ribeira Grande

A CEMAH inaugurou no dia 3 de outubro de 2017 o seu mais recente balcão, situado na cidade da Ribeira Grande na Ilha de São Miguel.

Como referido pelo presidente do Conselho de Administração no discurso inaugural, a CEMAH pretende dar continuidade à aposta em posicionar-se como uma referência na banca regional, privilegiando a proximidade como elemento diferenciador da sua estratégia.

Transcreve-se abaixo, na íntegra, o discurso do presidente do Conselho de Administração, Dr. António Maio, proferido na cerimónia inaugural do balcão.

 

Discurso de inauguração do Balcão da Ribeira Grande - 03.10.2017


Sr. Dr. Ricardo Medeiros, em representação de Sua Excelência o Senhor Presidente do Governo Regional;

Senhor Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande – Sr. Dr. Alexandre Gaudêncio;

Senhor Padre Roberto Cabral;

Senhor Presidente da Assembleia Geral da CEMAH – Sr. Dr. Álvaro Monjardino;

Senhor Provedor da SCMAH e Presidente da URMA – Sr. Dr. Bento Barcelos;

Senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande – Sr. Nelson Correia e demais Provedores aqui presentes;

Caros convidados e colaboradores da CEMAH;

Gostaria de começar estas breves palavras por vos cumprimentar e agradecer a vossa presença na inauguração deste novo balcão da nossa instituição na cidade da Ribeira Grande.

Estando a CEMAH investida de uma forte motivação para a obtenção de resultados que contribuam ativamente para a dinamização da economia local e do espaço económico da RAA, revelou-se esta expansão comercial como fulcral na persecução do nosso principal objetivo de apoio às famílias e às empresas regionais.

Mais do que nunca a CEMAH pretende continuar a posicionar-se como banca regional, num modelo de negócio que privilegia a banca de proximidade como um elemento diferenciador da sua estratégia, quer numa perspetiva de relevância da oferta desse serviço no sistema financeiro, quer pela certeza e conservadorismo na tomada de decisão que advêm do conhecimento de cada cliente - particular ou empresa - e de cada contexto.

Sendo uma Instituição exclusivamente de cariz regional, que não esquece os fatores proximidade e conhecimento local, assume a missão de assegurar a definição e persecução de uma estratégia alicerçada no desenvolvimento sustentado, para o presente e para o futuro, e oferecendo soluções que não negligenciam as necessidades emergentes, por um lado, de desmaterialização e mobilidade – para o cliente bancário comum – e, por outro, de abrangência e inclusão de todos os tipos de clientes  bancários por direito de cidadania, contribuindo assim para o acesso ao sistema financeiro de clientes considerados como “não rentáveis” pelos critérios utilizados pela generalidade da banca. Em estreita obediência com os princípios comummente aceites de uma gestão sã e prudente, em cumprimento rigoroso das normas, leis e regulamentos a que estamos sujeitos e praticando uma constante política de mitigação do risco, damos uma grande enfase ao mandato recebido dos depositantes para bem gerir e proteger as poupanças de uma vida, obtidos, sabe-se lá com que sacrifícios.

Este conceito de banca de proximidade revela-se basilar, uma vez que a Instituição aborda, no contexto da sua atividade, a inclusão como abrangência, integração ou inserção de todos os cidadãos no sistema financeiro bancário permitindo assim o seu livre acesso, conforme as suas características e necessidades.

Tendo como fulcral objetivo projetar uma banca de futuro alicerçada em elevados padrões éticos e morais, e, após a entrada em vigor do novo regime jurídico das Caixas Económicas, passando a intitular-se como Caixa Económica Bancária, com a futura alteração do seu enquadramento jurídico, uma vez que passará a ser S.A., é com orgulho que afirmamos que:


• Hoje, a CEMAH está habilitada para responder aos desafios do novo enquadramento regulatório, de forma autónoma e rigorosa;


• Hoje, a CEMAH possui uma arquitetura tecnológica perfeitamente adequada à prossecução da sua estratégia;


• Hoje, a CEMAH, mais do que estabelecer uma estratégia de responsabilidade social, que está na sua génese, encara com muito vigor a dita “banca de proximidade” não como um fator limitador, de todo, mas sim diferenciador de negócio.

É por todo este longo e meritório percurso, que alimentamos a profunda convicção que temos ainda espaço para crescer na Região, sobretudo na Ilha de São Miguel, indiscutivelmente o espaço económico regional onde se faz a maior geração de negócio e de valor acrescentado.

Considerando que a cidade da Ribeira Grande é um importante polo industrial e de exportação dos Açores e um dos concelhos da região com maior desenvolvimento e crescimento nos últimos anos destacando-se, mais recentemente, por se definir como ponto de turismo por excelência, fazemos desde já um balanço preliminar de sucesso da nossa estratégia de expansão consolidada.

Acreditamos que este balcão será uma mais valia para os Micaelenses e para os Ribeiragrandenses em particular, que encontrarão neste espaço um atendimento personalizado, próximo e transparente, de uma instituição centenária, segura e de confiança e que se orgulha do seu papel como ator da economia social, não descurando e apoio efetivo ao desenvolvimento económico, social e ambiental da Região Autónoma dos Açores.

Obrigado.

António Maio
03.10.2017​

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31 de julho de 2017

António Maio em entrevista ao jornal Açoriano Oriental

Aumenta crédito concedido pela Caixa Económica da Misericórdia para o turismo

 

Passado o período da crise financeira, o paradigma do crédito na Região mudou?
R.: Efetivamente a crise financeira deixou marcas na economia, e naturalmente no Sistema Financeiro, que ao nível estrutural quer de exigência funcional, que obrigam a uma atitude e perspetiva de concessão de crédito naturalmente diferentes.
No que concerne à situação da Região Autónoma dos Açores (RAA), e tendo por base os dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) referentes ao passado mês de maio, constata-se uma evolução favorável da economia açoriana, com o Indicador de Atividade Económica desse mês a registar um valor de 1,5%, o que se traduz num aumento de 1.1% face ao mês de abril.). Não obstante, apesar da evolução favorável e à semelhança da realidade nacional, um dos desafios que a Região continua a enfrentar é a elevada taxa de desemprego, que ronda 9,3% no final do 1º trimestre do corrente ano, apesar de se verificar a sua diminuição face ao período homólogo e se tivermos em conta que no 1º trimestre de 2014 se registou um valor de 18%, percebe-se o ajustamento conseguido neste indicador.
Apesar da evolução positiva destes indicadores, o montante total de crédito concedido na RAA tem vindo a decrescer ligeiramente desde o último trimestre de 2016, voltando a verificar-se essa tendência no final do 1º trimestre de 2017 (à data ainda não se encontra disponível informação do Banco de Portugal referente ao 2º trimestre). Esta tendência pode revelar, por um lado, uma certa contenção por parte das famílias bem como das empresas e uma certa apreensão face aos acontecimentos dos últimos anos de profunda crise económica e financeira mundial. Por outro lado, poderá ser revelador de um maior rigor e cuidado por parte das próprias Instituições de Crédito na concessão de crédito, no cumprimento das melhores práticas de mercado de acordo com as orientações do Regulador e uma mais adequada ponderação do fator risco associado à concessão de crédito.
Contudo, e contrariando esta tendência, o crédito concedido pela CEMAH tem vindo a aumentar neste mesmo período, 3% no 1º trimestre de 2017.
Este crescimento é um resultado evidente da liquidez desta Instituição, que apresenta um grau de transformação de apenas 55%, mas, essencialmente revela a sua natureza regional e a sua função de veículo dinamizador da economia açoriana.

 


Quais as principais áreas a que se destina o crédito? O crescimento do Turismo está a ter alguma influência?
R.: Como é sabido e apesar de toda a recente evolução favorável na economia nacional e europeia, persiste uma realidade de esmagamento da margem financeira, o que representa um desafio no contexto de operações com adequado binário risco – rendibilidade.
No que concerne ao crédito, as áreas mais representativas são as áreas do comércio e reparações, e do alojamento, restauração e similares, leia-se precisamente a área do turismo. No nosso caso, verificamos um aumento do crédito concedido pela CEMAH, já no decorrer deste ano, afeto às duas áreas referidas, o que em boa medida, resulta da recuperação da confiança por parte dos agentes económicos, bem visível no Indicador de Atividade Económica já referido.
Em análise setorial, é o setor terciário que apresenta indicadores mais animadores do processo de crédito, com destaque para os sinais do Turismo, a partir da liberalização do espaço aéreo Regional, um pouco em contraponto das apostas habituais dos setores primário e secundário (i.e. agropecuária, transformação de leite e derivados, pescas e construção civil), pelo que a Instituição estará atenta ao desenvolvimento da dinâmica dessa vertente em concreto, mas também dos negócios “satélite” que daí possam advir.

 


Vê com otimismo o crescimento do investimento no Turismo?
R.: O incremento do investimento na área do turismo segue a tendência nacional que se vem sentindo já há alguns anos e que agora se tornou uma realidade nos Açores, devido à liberalização do espaço aéreo Regional e à deslocalização dos principais mercados turísticos. O volume de negócios deste setor, a nível nacional, aumentou 6% em 2015, face ao ano anterior, conforme dados estatísticos do Banco de Portugal. Também em 2015, o número de empresas em atividade no setor do turismo aumentou 2,4% em relação ao ano anterior.
Nos Açores o incremento tem sido notável, ao ponto de já se perspetivar novo “ciclo” no desenvolvimento económico regional, resta saber com que consistência e por quantos anos…
De acordo com a informação estatística do SREA referente a maio do corrente ano, os estabelecimentos hoteleiros registaram um acréscimo homólogo de 20,1%, os proveitos totais e os proveitos de aposento, respetivamente com variações homólogas de 30,3% e 26,8%. É ainda de salientar que o desembarque de passageiros nos aeroportos dos Açores aumentou 17,3% nos últimos 12 meses, o que se traduz numa maior movimentação no nosso mercado e, por consequência, num maior investimento nesta área económica.
Perante este cenário podemos afirmar que o sector do turismo está em crescimento e é uma área onde o investimento tem vindo progressivamente a crescer nos últimos anos. Tem-se verificado a criação de empresas, expansão das já existentes e o aumento do número de postos de trabalho nesta área, o que se traduz num contributo significativo para o crescimento da economia da região, contudo é necessário acautelar um crescimento sustentado e que não crie excessiva dependência face ao futuro.
Neste contexto, vejo como muito positivo o investimento que tem vindo a ser realizado, mas, sou um otimista moderado…

 


De que forma a banca e, em concreto, a Instituição que representa apoia as empresas regionais e por consequência a economia regional?
R.: A CEMAH pretende continuar a posicionar-se como uma importante e sólida Instituição financeira ao serviço da economia dos Açores e sempre com o objetivo supremo de proteção dos seus depositantes, cumprimento escrupuloso do quadro regulatório vigente, relacionamento de excelência com as autoridades governamentais regionais e, na medida que for possível e consistente, libertação de meios através de dividendos para ajudar a cofinanciar a relevante e digna obra social da sua Instituição Titular – a Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo.
Neste sentido, o apoio às famílias e às empresas regionais é, de facto, o principal objetivo desta Instituição. A CEMAH está investida de uma forte motivação para a obtenção de resultados que contribuam ativamente para a dinamização da economia local e do espaço económico da RAA.
Mais do que nunca a CEMAH afirma-se como banca regional, num modelo de negócio que privilegia a banca de proximidade como um elemento diferenciador da sua estratégia, quer numa perspetiva de relevância da oferta desse serviço no sistema financeiro, quer pela certeza e conservadorismo na tomada de decisão que advêm do conhecimento de cada cliente - particular ou empresa - e de cada contexto.
Hoje, a CEMAH está habilitada para responder aos desafios do novo enquadramento regulatório, de forma autónoma e rigorosa; a CEMAH repensa a sua arquitetura tecnológica, não no sentido de assegurar apenas os “mínimos olímpicos” para operar a sua atividade, mas no sentido de estar a par dos requisitos para a persecução da sua estratégia.
Sendo uma Instituição exclusivamente de cariz regional, que não esquece os fatores proximidade e conhecimento local, assume a missão de assegurar a definição e persecução de uma estratégia alicerçada no desenvolvimento sustentado, para o presente e para o futuro, contribuindo para a dignificação e fortalecimento do sistema financeiro, e do espaço económico da RAA e oferecendo soluções que não negligenciam as necessidades emergentes, por um lado, de desmaterialização e mobilidade – para o cliente bancário comum – e, por outro, de abrangência e inclusão de todos os tipos de clientes bancários por direito de cidadania, contribuindo assim para o acesso ao sistema financeiro de clientes considerados como “não rentáveis” pelos critérios utilizados pela generalidade da banca.

 


Como tem evoluído a penetração da CEMAH na RAA e como pensa evoluir na sua forma jurídica com eventual passagem a banco?
R.: Com presença em 6 ilhas da RAA, mas com uma forte penetração na Ilha Terceira e nalgumas ilhas do Grupo Central, a CEMAH tem na RAA o seu exclusivo mercado de atuação. Está absolutamente fora de questão a expansão para outros espaços, nomeadamente para o Continente. É nossa convicção que temos ainda espaço para crescer na Região, sobretudo na Ilha de São Miguel, indiscutivelmente o espaço económico regional onde se faz a maior geração de negócio e de valor acrescentado.
A abertura do primeiro balcão em São Miguel permitiu uma maior proximidade à esfera das empresas, quer privadas quer públicas, por aí se situar a maioria dos centros de decisão, e estabelecer com estas relações de negócio e parcerias mais estreitas, o que, aliás, tem vindo a acontecer com evidente sucesso.
Neste âmbito devo salientar o papel do Governo Regional dos Açores, não apenas como parceiro de negócios, mas como entidade defensora da importância estratégica desta Instituição Financeira, dada a sua natureza e seu cariz exclusivamente regional.
Perspetiva-se para breve, a abertura de um segundo balcão na Ilha de São Miguel, na cidade da Ribeira Grande, com um balanço preliminar de sucesso da nossa estratégia de expansão consolidada.
Quanto à alteração da forma jurídica, a partir da publicação do novo regime jurídico das Caixas Económicas (Decreto-Lei nr. 190/2015 de 10 de setembro), a CEMAH passou a ser Caixa Económica Bancária e perspetiva-se que em breve seja transformada em sociedade anónima. Tal transformação decorre da aplicação do referido Decreto-Lei (e consequente determinação por parte do Banco de Portugal) e aceitação da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo (única proprietária da CEMAH), tendo nesta primeira fase, apenas e exclusivamente como objetivo a proteção do próprio capital social da Caixa Económica. A eventual abertura desse mesmo capital a outros acionistas, no âmbito da economia social, não está para já nos nossos horizontes, mas não deixará de ser um dossier que a nossa entidade titular, a Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo (SCMAH), analisará em devido tempo e da sua eventual conveniência, sendo certo que qualquer decisão nesse âmbito será sempre da exclusiva competência da nossa entidade titular.

 

 

 

In Açoriano Oriental, 23 de julho de 2017, p. 6-7

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19 de julho de 2017

CEMAH assina protocolo com a Incubadora de empresas Praia Links

A Praia Links - Incubadora de Negócios e Ninho de Empresas da Praia da Vitória assinou, ontem, protocolos com a Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo, a Caixa Geral de Depósitos, o Santander Totta e o Novo Banco Açores, para fomentar a promoção, apoio e acompanhamento de projetos de empresas inovadoras na sua fase de pré-incubação, incubação e consolidação.


"Uma grande dificuldade na criação de novos negócios é a inexistência de fundos próprios para iniciar projetos. A importância deste protocolo é ter quatro instituições distintas, que têm rosto, dispostas a atender a esta dificuldade. Além do apoio na criação de um projeto, de um plano de negócios, da submissão de uma candidatura a fundos comunitários, é fundamental ter entidades que estão focadas em orientar e encontrar as melhores soluções de financiamento," salientou o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro.


O autarca considerou que a assinatura destes protocolos permite ultrapassar "um dos aspetos mais críticos" na concretização e execução dos projetos, realçando o seu potencial de criação de riqueza e emprego.
"A Praia da Vitória passou recentemente por um período difícil, que viu um concelho em situação de pleno emprego passar a uma taxa de desemprego de cerca de 15%. A Praia Links nasceu com o intuito de promover um novo ciclo de desenvolvimento para a cidade. E a recuperação económica de qualquer lugar apenas pode ser feita com o apoio do setor financeiro", frisou. 

 

 

In Diário Insular, 14 de julho de 2017

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1 de março de 2017

António Maio em entrevista ao jornal Diário Insular

António Maio, líder da Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo: “Proximidade e conhecimento local são os segredos da longevidade”

 

A celebrar 120 anos de existência (1896-2016), a Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo prepara a sua expansão em São Miguel e define-se como “banca de proximidade”. António Maio, líder da instituição angrense, identifica os Açores como o lugar da “Caixa do Jardim”.

 

Temos assistido a uma tendência de concentração na banca, não só em Portugal, mas à escala global. Neste contexto, mas também em termos históricos – afinal já lá vão 120 anos... –, qual o segredo da sobrevivência de uma instituição tão pequena na escala global como é a Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo (CEMAH)?

R.: É certo que a Instituição não passou por mais de um século – e sobretudo nos últimos anos –, isenta de desafios e dificuldades, quer pelas idiossincrasias, quer por causa de fatores sistémicos, quer mesmo pela conjugação de fatores de uma e de outra índole.

Contudo, o posicionamento da Instituição materializa-se num modelo de negócio que privilegia a “banca de proximidade”, entendendo-a não como um fator limitador, mas sim como um elemento diferenciador da sua estratégia, quer numa perspetiva de relevância da oferta desse serviço no sistema financeiro, quer pela certeza e conservadorismo na tomada de decisão que advêm do conhecimento de cada cliente – particular ou empresa – e de cada contexto.

Paralelamente, convenhamos que talvez a concentração na banca não seja a melhor solução no alcance de estabilidade financeira – como, aliás, temos verificado com sucessivas intervenções do Banco de Portugal e do próprio Banco Central Europeu em instituições de crédito, nomeadamente para fins de resolução –, razão pela qual mantenho alguma reserva/dificuldade em compreender por que razão teimam as altas instância de regulação e supervisão do sistema financeiro comunitário em abandonar todos os conceitos conexos com a ideia de que um banco ou um grupo financeiro poderão ser too big to fail… Não o são, de facto!

 

A banca em Portugal parece estar envolvida numa crise cuja dimensão surpreende a toda a hora... Na sua opinião, quais as causas do que se está a passar e que caminhos poderão tirar a banca nacional desta espécie de filme de terror?

R.: Com efeito, o que se tem passado na banca em Portugal não deixa de surpreender os próprios profissionais do sector, pois seria de assumir que os comportamentos dos diretamente envolvidos se regeriam pelos princípios comummente aceites de gestão sã e prudente, em cumprimento com leis, regulamentos e normas, a que os banqueiros se encontram vinculados, seja pela licença que lhes é concedida pelo Supervisor, seja pela necessidade de praticar uma constante política de mitigação do risco, em estrita obediência ao mandato recebido dos depositantes para bem gerir e proteger as suas poupanças, muitas vezes as poupanças de uma vida, obtidas sabe-se lá com que sacrifícios... Contudo, a avaliar por aquilo que nos é dado conhecer pela informação divulgada (nomeadamente através das comissões de inquérito, decisões judiciais, relatos das entidades de supervisão e de regulação, etc.), esses princípios não estão implícitos e a dimensão ética (e moral) tem vindo a falhar redondamente em muitas ocasiões.

Como entender a excessiva alavancagem do sector, em que por cada 100 (cem) Euro depositados se concediam 200 (duzentos) de crédito, contrariando normas e recomendações básicas de intermediação financeira – com prudência e conservadorismo – como a não ultrapassagem em crédito de 2/3 (dois terços) da poupança existente? Bem sabemos que, infelizmente, o fenómeno teve origem nos Estados Unidos da América, alastrou para todo o Mundo Ocidental e emergiu na crise do subprime, originando falências em série de importantes bancos mundiais e tendo, daí, real impacto na crise dos principais bancos portugueses, mais a mais, quando uma boa parte desse crédito estava concentrado no setor da habitação, com taxas indexadas a prazos demasiado longos e mais permeáveis a volatilidade; em particular, num contexto de desaceleração da economia e de tentativa de criação de estímulo pela redução drástica e sistemática das taxas Euribor (de referência).

A sociedade de portfólio e de especulação imobiliária cresceu de tal forma que apenas 30% dos empréstimos concedidos se destinavam a financiar o tecido empresarial português, a quem compete a efetiva criação de postos de trabalho. Os restantes 70% destinavam-se à aquisição de habitação própria (50%) e para crédito ao consumo (cerca de 20%), o que revela a conclusão óbvia: uma economia pouco competitiva assente na criação de dinheiro canalizado para o setor imobiliário e para o consumo, não pode constituir um enquadramento saudável e sustentado para o sector bancário. O que fazer então? Como diria Benjamin Franklin, "uma onça de prevenção vale uma libra de cura"!...

Assim sendo, aguarda-se a tão proclamada e urgente retoma da economia, o que a par da implementação das melhores práticas de mercado, hoje amplamente assumidas pelas ditas “funções de supervisão interna” (isto é, as funções de Gestão do Risco, Compliance e Auditoria Interna) que atuam nas instituições de crédito com grande nível de independência e autonomia – criando uma fricção positiva junto da estrutura de gestão e entre essa e os stakeholders, intermediando a própria relação com as autoridades de supervisão (externa) –, se consiga recuperar de passado recente relativamente problemático (nos últimos anos, a quase totalidade do sector, com raras exceções, acumulou prejuízos significativos) e projetar uma banca de futuro assente em elevados padrões éticos e morais, contribuindo para o desenvolvimento económico, social e ambiental do país.

 

Como se tem comportado o mercado tradicional da CEMAH e quais os principais mercados potenciais da instituição? Que serviços podem diferenciar a CEMAH e que a possam tornar sedutora para os clientes alvo?

R.: No que concerne à situação da Região Autónoma dos Açores (RAA), e tendo por base os dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) para 2015, constata-se uma evolução favorável da economia açoriana, com o Indicador de Atividade Económica a variar positivamente em 3,7%. Não obstante, apesar da evolução favorável e à semelhança da realidade nacional, um dos desafios que a Região continua a enfrentar é a elevada taxa de desemprego, que ultrapassa os 12%.

Em análise setorial, é o setor terciário que apresenta indicadores mais animadores dando os primeiros sinais no Turismo da entrada em vigor da liberalização do espaço aéreo Regional, um pouco em contraponto das apostas habituais dos setores primário e secundário (i.e. agropecuária, transformação de leite e derivados, pescas e construção civil), pelo que a Instituição estará atenta ao desenvolvimento da dinâmica dessa vertente em concreto, mas também dos negócios “satélite” que daí possam advir.

Em paralelo, a CEMAH tem acompanhado com interesse o desenvolvimento e implementação das iniciativas regionais/municipais orientadas para a incubação de novas ideias e impulsionamento de start-ups, porém sempre de forma criteriosa, e não deixando de privilegiar a relação com os seus clientes.

É precisamente nesse sentido que uma das apostas da Caixa Económica tem passado pela modernização dos produtos e serviços que apresenta, como seja o caso das plataformas de homebanking e mobile banking – netCEM e netCEM Mobile – e a oferta diversificada de meios de pagamento – Cartões e Terminais de Pagamento Automáticos –, que se pretende que vão de encontro às necessidades dos diversos segmentos dos seus clientes atuais e potenciais.

Em suma: a Caixa Económica pretende consolidar o posicionamento estratégico que tomou, de modo a permitir que os seus clientes encontrem o atendimento personalizado habitual, que não é indiferente ao contexto e características de cada cliente, porém dotado de práticas e metodologias que permitam oferecer soluções que não negligenciam as necessidades emergentes de desmaterialização e mobilidade. E estou convicto de que o tem feito de forma paulatina, mas sustentada.

Mais, acredito que estamos muito bem posicionados para ir de encontro aos desafios recentes e para prosseguirmos um desenvolvimento sustentado, para o presente e para o futuro, contribuindo para a dignificação do sistema financeiro regional e nacional, não esquecendo que o fator proximidade e conhecimento local deverão ser determinantes para a competitividade desta Instituição.

 

A CEMAH, para além do Faial, Pico, Graciosa, S. Jorge, está também em São Miguel e já anunciou Lisboa como aposta. Como tem corrido a penetração em São Miguel e como está a decorrer o processo em relação a Lisboa?

R.: Como é sabido, a Instituição, fundada em 1896, confinou sempre o seu espaço de atuação à Ilha Terceira, mais propriamente à cidade de Angra do Heroísmo, onde teve e tem a sua sede social. Posteriormente, em 1979, expandiu atividade para a vizinha ilha de São Jorge, concelho da Calheta. Com as integrações da Caixa Económica de Angra do Heroísmo e da Caixa Económica da Sociedade Cooperativa Previdência Operária alargou a sua presença aos concelhos de Praia da Vitória, Velas e Horta. Através de crescimento orgânico, implantou-se mais tarde no Pico e em São Miguel, fazendo assim toda a cobertura do Grupo Central e da maior ilha do Arquipélago, onde se gera cerca de 2/3 (dois terços) do Valor Acrescentado Bruto da Região. A ida tardia para esta ilha prendeu-se apenas com um acordo de respeito estratégico que, embora informal, era respeitado por tratar-se da operação de uma congénere, a Caixa Económica da Misericórdia de Ponta Delgada; esta, embora totalmente independente, preenchia – e bem – o espaço de suporte à economia social. Com o seu desaparecimento pela integração no Projeto BES Açores, passou a justificar-se uma presença da nossa Caixa Económica em São Miguel, onde temos uma atividade crescente, sempre na afirmação plena – e sem me querer repetir – do que deve ser a dita “banca de proximidade”, modelo que a banca de cariz predominantemente técnico e com centros de decisão fora da RAA tem, naturalmente, maiores reservas e dificuldades em implementar.

O projeto em São Miguel está a decorrer bem, mas pensamos abrir mais uma ou duas agências e assim tornar a nossa presença mais efetiva em toda a Ilha, nomeadamente nos concelhos de maior dimensão para além de Ponta Delgada. A presença em São Miguel permitiu também uma maior proximidade à esfera das empresas públicas, por aí se situar a maioria dos centros de decisão, e estabelecer com esta relações de negócio e parceria mais estreitas, o que, aliás, tem vindo a acontecer com evidente sucesso também graças a uma indispensável e criteriosa orientação do próprio Governo Regional dos Açores, que, no respeito integral pela independência da nossa Instituição, sempre se posicionou, não apenas como parceiro de negócios, mas como entidade defensora da importância estratégica desta Instituição.

Quanto à ida para Lisboa, está totalmente excluída essa possibilidade: no passado, e quando anunciada, fazia algum sentido, sobretudo enquanto suporte à nossa vasta clientela a residir na Capital, bem como para dinamizar relações comerciais com contrapartes financeiras (banca nacional), nomeadamente, para rentabilização do nosso estrutural excesso de liquidez. Hoje já não faz qualquer sentido, na medida em que através de uma simples ATM (num país com uma cobertura invejável…) é possível operacionalizar grande parte das operações correntes, sendo que as restantes, na sua grande maioria, são passíveis de operacionalização por via das novas plataformas de comunicação (como o homebanking), com evidentes poupanças de tempo e de custos.

Além do mais, num contexto da implementação da União Bancária, toda a ação de crescimento orgânico está dependente do cumprimento de requisitos de capitalização extremamente exigentes, tanto para as instituições de crédito supervisionadas diretamente pelo BCE como pelas instituições de crédito de menor dimensão sobre as quais se encontra o poder de supervisão delegado na autoridade doméstica – o caso da CEMAH, supervisionada pelo Banco de Portugal –, o que não se afiguraria viável dadas as características idiossincráticas da Instituição, a par do reconhecimento de que o País tem excesso de cobertura bancária.

Concluindo, o nosso espaço geográfico de atuação é naturalmente a Região Autónoma dos Açores, onde pretendemos ter uma ação dinâmica, sustentada e que se traduza em benefício efetivo para todos os agentes económicos que neste operam.

 

Como qualifica – e qual o seu grau de preocupação – a exposição da CEMAH a segmentos como o setor imobiliário, o crédito público, o crédito empresarial e a outras entidades?

R.: Não querendo replicar o referido nas respostas anteriores, há que convir que nada fazia adivinhar a “tempestade perfeita” que o setor atravessou, sobretudo a partir da última década, com importantes desafios conjunturais e estruturais: a ressaca da crise do subprime (2008), a maior crise económica desde 1929, a crise das dívidas soberana, as consequentes dificuldades de acesso ao funding, as baixas taxas de juro e o esmagamento das margens financeiras – que criaram fortes restrições e desafios enormes à própria atividade bancária –, a par de um agravamento das imparidades (como consequência da crise económica) e a inevitável (e saudável, convenhamos) desalavancagem do setor vieram reduzir em muito a capacidade do mesmo gerar receitas confortáveis, tudo isto, num contexto de fardo regulamentar e pressão supervisiva.

Contudo, e à parte do inevitável esmagamento da margem financeira – um obstáculo particularmente difícil de transpor no caso de uma instituição de crédito como a Caixa Económica, enquadrada num regime jurídico específico que, apesar de revisto, ainda carece de maturidade de implementação no sentido de permitir a atenuação das condicionantes colocadas às instituições cuja titularidade se encontra atribuída a instituições de carácter assistencialista ou mutualista –, nem as questões de funding nem as questões de deterioração da carteira por imparidade vieram colocar a sustentabilidade da Instituição em causa, quer pelas idiossincrasias do seu modelo de negócio (para o bem e para o mal…), quer pela ponderação e conservadorismo implícitos na sua estratégia, tanto ao mais alto nível – na definição da estratégia – como ao nível mais operacional – na implementação contínua da mesma por colaboradores com elevadas qualidades técnicas, metodológicas e comportamentais. Prova disso são os aceitáveis níveis de concentração das exposições por setor – nem imobiliário nem administração pública, nem sequer por tipo de empresa – ou por produto (com maturidades pouco longas e indexantes compensados por medidas de risco), demonstrando que cada negócio é feito de forma individual, fundamentada, criteriosa e independente.

Existe, porém, e como em todas as organizações, uma preocupação permanente com questões de eficácia e eficiência, alcançáveis sobretudo por via de uma otimização de processos e melhoria contínua do Sistema de Controlo Interno, que têm de ser reinventados sistemática e sucessivamente…

 

O sonho de transformar a instituição em banco é para avançar ou está metido na gaveta até melhor oportunidade? Porquê?

R.: Não, de todo! Nunca antes esteve a CEMAH tão próxima, tanto na teoria como na prática, de se equiparar a um banco (i.e. uma instituição de crédito com licença universal, por comparação com a atual definição jurídica de caixa económica, uma tipologia mais limitada do ponto de vista de âmbito de atuação), já que em setembro do ano transato foi publicado o novo regime jurídico das caixas económicas.

Dadas as suas características, a CEMAH é abrangida pelo regime transitório que a configura automaticamente como caixa económica bancária, para todos os efeitos legais previstos no regime jurídico das caixas económicas (com exceção dos respeitantes à sua forma legal), dado que, à data de entrada em vigor do presente diploma, apresenta ativo superior a 50.000.000 Euro.

Nos termos do diploma, uma «caixa económica bancária» deve identificar-se como tal, sendo constituída sob a forma de sociedade anónima – com um capital social mínimo idêntico ao previsto para os bancos, representado obrigatoriamente por ações nominativas. – e equiparada a um banco para todos os devidos efeitos, isto é, quanto às atividades que pode desenvolver, regras de conduta e normas prudenciais, nomeadamente requisitos de capital e regras de governação.

Portanto, o Banco de Portugal não apenas poderia determinar a transformação da sua forma legal/jurídica em sociedade anónima (fundamento na complexidade ou risco da respetiva atividade) como incentivou a que esse projeto fosse encetado, encontrando-se todo dossier em fase de consubstanciação.

 

Novos estatutos da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo (SCMAH) permitiram à Caixa um novo modelo de governo. Quais, em seu entender, as principais vantagens e as principais limitações desse novo modelo, tendo embora presente o tempo curto da experiência?

R.: A revisão estatutária da SCMAH foi desenvolvida a priori da entrada em vigor do novo regime jurídico das caixas económicas, contudo, perfeitamente em linha com o mesmo, já que permite demonstrar formalmente transparência, isenção e imparcialidade – cruciais à manutenção da gestão sã e prudente de qualquer instituição de crédito –, bem como a prevenção de conflitos de interesse na gestão das relações entre esta e a caixa económica que detém.

Nesse sentido, o novo regime veio determinar a impossibilidade de existirem órgãos sociais comuns à caixa económica e à respetiva Instituição Titular, bem como que os membros dos órgãos sociais das caixas económicas e das instituições titulares não podem coincidir, eliminando‐se igualmente a possibilidade de ocupação de cargos nos órgãos das caixas económicas por inerência.

O propósito subjacente consiste em assegurar que as caixas económicas continuem, enquanto entidades de economia social, a prosseguir o seu fim intrinsecamente assistencialista, diferenciando aquelas que o fazem sob uma licença de atividade bancária universal e as que atuam neste setor de forma delimitada, e assegurando, para as primeiras, a definição dos moldes em que podem desempenhar a respetiva atividade, a definição da sua natureza e relação com a respetiva Instituição Titular, bem como o fortalecimento do respetivo modelo de governação como um todo, clarificando quais os modelos de governação societária que podem ser adotados e a aplicabilidade dos preceitos do Código das Sociedades Comerciais em matéria de eleição, composição e funcionamento dos respetivos órgãos sociais.

 

Espera-se da CEMAH que financie a Santa Casa – sua principal missão, pelo menos moral... –, mas também que invista, por exemplo, na cultura, sendo parceira de iniciativas que possam valorizar a nossa sociedade. Há novidades nessas áreas? Haverá, por exemplo, algum plano pelo menos de médio prazo de investimento em iniciativas culturais?

R.: Por um lado, no contexto atual de extrema volatilidade e de comportamento dos mercados sem precedente de comparação em que é exigido o máximo conservadorismo, as prioridades estratégicas desta Caixa Económica têm necessariamente que passar pela consolidação de fundos próprios e robustecimento de rácios prudenciais, cujos requisitos estão estabelecidos em crescendo até 2019, de acordo com o pacote regulamentar comunitário em vigor (Diretiva 2013/36/UE e Regulamento UE n.º 575/2013). Aliás, e nesse seguimento, veio o Regulador emitir recentemente diretrizes específicas no que concerne à aplicação e distribuição de resultados, no sentido de garantir que deverão as instituições de crédito incorporar todos os excedentes para fins de capitalização, em particular, visando a constituição de “almofadas de capital” cada vez mais significativas a utilizar na absorção de perdas. Por outro lado, jamais se poderá esquecer que a missão desta instituição continua a ser a criação de valor para cofinanciamento da obra assistencialista e promoção dos nobres fins de solidariedade social da sua Instituição Titular e acionista única, a SCMAH.

Por isso, é importante compreender que, apesar de estar investida de especial estatuto e de uma forte motivação para a obtenção de resultados para esse fim e para a dinamização da economia local e do espaço económico da Região Autónoma dos Açores (RAA), a CEMAH não deixa de ser uma instituição de crédito, que opera no sistema financeiro e que está sujeita a leis e regulamentos que enquadram a atividade que sustenta na persecução da sua missão. Esta é uma realidade que, por si só, configura grandes desafios e que colocamos nas nossas prioridades, pelo que, e na medida que for apropriado e aceite do ponto de vista prudencial e de sustentabilidade da Caixa Económica, serão libertados meios através de dividendos para ajudar a cofinanciar a sua importante e relevante obra assistencialista.

A propósito, não posso deixar de tomar a oportunidade para fazer uma menção honrosa ao Senhor Provedor da SCMAH, o Dr. António Bento Barcelos, pela dedicação a título Institucional e pessoal à Misericórdia e ao projeto deste mandato da CEMAH, desde a sua génese, e sem a qual a conceção e implementação da estratégia não teria sido possível.

No que concerne especificamente ao mecenato cultural, por sua vez, e apesar da relevância indiscutível no âmbito da valorização da sociedade, a CEMAH tem apoiado algumas iniciativas, ainda que de forma simbólica e não fundamentada num plano concreto, sendo essa uma das vertentes nas quais serão encetados esforços adicionais de definição estratégica ao longo do mandato.

 

 

In Diário Insular, 29 de julho de 2016, p. 12-15

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1 de março de 2017

Abertura de novo balcão

No cumprimento da política de melhoria da sua rede comercial, a CEMAH inaugurou, a 02 de maio de 2017, um novo balcão situado na Rua da Guarita n.º 53/57, onde desejamos continuar a contar com a sua preferência.
Aproveitamos para informar que o nosso balcão situado nas instalações do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira encerrou a sua atividade no dia 28 de abril de 2017.
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1 de março de 2017

Mudança de instalações - balcão Biscoitos

Com o intuito de melhorar e modernizar a nossa rede de balcões e por forma a mantermos a proximidade que tem caracterizado a nossa relação com os nossos clientes, informamos que o balcão dos Biscoitos passou a funcionar em novas instalações.
Desde o dia 3 de abril de 2017, o balcão dos Biscoitos passou a situar-se na seguinte morada: Largo Francisco Maria Brum nº 108 – Edifício Junta de Freguesia dos Biscoitos.
Neste novo espaço, mais moderno, amplo e de fácil acesso, garantimos um atendimento personalizado, com a mesma confiança e qualidade a que já o habituamos.

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